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Windows 7 não faz sacrifícios por segurança.

Segurança não é o foco do Windows 7. O novo sistema operacional da Microsoft traz poucas diferenças em relação ao Windows Vista neste quesito. No entanto, como muitos usuários não migraram do Windows XP, talvez alguns recursos – como o Controle de Contas de Usuário – sejam totalmente novos. Este mês, o Windows 7 também já recebeu suas primeiras correções quatro correções de segurança. A coluna de hoje comenta o impacto dessas primeiras brechas, as novidades do sistema e o que elas significam para os usuários.

O diretor-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, afirmou que o Windows Vista “sacrificou compatibilidade por segurança” e que o sistema nunca se recuperou disso “numa perspectiva do boca a boca”. A análise dele está certa: até hoje o Vista é tido por muitos como um sistema em que muitos aplicativos, hardwares e jogos simplesmente não funcionam direito.

O Windows 7 se aproveita de todo o trabalho que desenvolvedores fizeram no Windows Vista para tornar os dispositivos e softwares compatíveis. Praticamente tudo que funciona no Vista também pode funcionar no Windows 7 porque ele, ao contrário do anterior, não faz nenhum grande sacrifício pela segurança dos usuários. Ao contrário, faz ainda menos sacrifícios.

É o que se pode perceber no Controle de Contas de Usuário (UAC, User Account Control). No Windows Vista, muitas ações provocavam alertas inconvenientes. Isso incentivou programadores a modificarem seus programas para serem “bons companheiros” do UAC, gerando menos alertas. Com isso, mais aplicativos funcionam corretamente em contas limitadas de usuário – uma prática recomendada para aumentar a segurança.

O UAC do Windows 7 possui mais níveis de configuração e gera menos avisos por padrão, o que efetivamente reduz também o controle dos usuários sobre as permissões dos programas em execução. No entanto, o incômodo também é muito menor – e o UAC nunca foi um recurso popular entre os usuários mais avançados e que de fato poderiam tirar proveito dele.

A vantagem da nova versão do Windows é poder se aproveitar das coisas boas trazidas pelo Vista sem grande parte dos problemas que foram gerados por ele.

Foto: Reprodução

Notificações do UAC no Windows Vista incomodavam muitos usuários. Na configuração padrão, o Windows 7 reduziu o número de avisos. (Foto: Reprodução)

As novidades “por baixo dos panos”: DNSSEC e biometria
Os principais recursos realmente novos relacionados de segurança do Windows 7 são o suporte ao DNSSEC e as facilidades para desenvolvedores de dispositivos biométricos. Esse último é apenas útil para programadores que precisam criar algum software que interaja com o Windows para realizar autenticação baseada em biometria, como impressão digital. Também cria uma maneira unificada de configuração para esses dispositivos.

Problemas de estabilidade também são relatadas na tela que substitui a ‘Central de Segurança’. (Foto: Reprodução)

O DNSSEC também pode trazer benefícios reais para o usuário comum. Por enquanto, é apenas uma maneira de preparar o sistema para o futuro. O DNSSEC (Segurança do DNS) impede o sucesso de ataques do tipo envenenamento de cache. No entanto, para que isso funcione, também é necessário que provedores de acesso, donos de sites e outras organizações cooperem. Isso está acontecendo a passos lentos: no Brasil – que ainda está de certa forma adiantado nesta parte –, os bancos já podem utilizar a tecnologia, mas poucos usam – e esses poucos ainda usam de maneira errada.

As melhorias: AutoRun, Central de Ações, Firewall, BitLocker
O Windows 7 promete tornar impossível o uso de dispositivos USB para a propagação de vírus. Isso significa que câmeras digitais, tocadores de MP3, pendrives e discos externos não são mais capazes de infectar o sistema simplesmente ao serem conectados no computador. Em versões anteriores do Windows, um recurso chamado “AutoRun” (“Reprodução Automática”) fazia com que qualquer vírus pudesse ser executado assim que o dispositivo fosse conectado.

Apenas CDs e DVDs continuarão com o recurso de Reprodução Automática. Como são mídias em que normalmente não é possível fazer gravação, vírus não conseguem criar cópias de si mesmo nelas para se disseminar.

Embora seja uma novidade do Windows 7, usuários de versões anteriores do Windows não ficarão de fora, porque uma atualização foi disponibilizada para o Vista e para o XP.

A Central de Segurança foi substituída pela nova Central de Ações, que integra vários outros relatórios do Windows. Já o firewall do Windows recebeu uma melhoria mais prática, que é a possibilidade de usar múltiplos perfis de conexão. No Windows Vista, embora fosse possível selecionar um perfil para cada conexão, no caso de o PC estar conectado a mais de uma rede, o perfil mais restritivo seria usado, impedindo o uso de alguns serviços na conexão mais segura.

Finalmente, o BitLocker – recurso de criptografia adicionado no Windows Vista – agora pode também proteger unidades de armazenamento externo – é o chamado BitLocker To Go. Há ainda outro novo recurso chamado DirectAccess, que é mais relevante para empresas porque permite ao usuário se conectar com a rede corporativa com maior facilidade.

Windows 7 recebe atualização crítica no primeiro pacote de correções,
Na segunda terça-feira útil de outubro, no dia 13, a Microsoft disponibilizou suas atualizações mensais de segurança. Foi o maior pacote já lançado pela empresa em número de falhas corrigidas. Dos 13 boletins de segurança, quatro trouxeram correções para o Windows 7.

No entanto, essa atualização crítica, do MS09-061, não corrige nada específico do Windows 7 e, sim, uma vulnerabilidade em um componente, o .NET Framework, responsável pela execução de aplicativos .NET.

Os demais boletins – MS09-055, MS09-056 e MS09-059 – são todos “importantes” para o Windows 7. O mais grave entre esses permite a falsificação de certificados. Nenhum é exclusivo para o Windows 7 – outras versões do Windows sofrem do mesmo problema.

A versão final do Windows 7 também corrigiu a brecha gravíssima no compartilhamento de arquivos, que também foi corrigida em definitivo no Windows Vista apenas no dia 13.

Como esperado, brechas que atingem versões anteriores do Windows ainda existem no Windows 7. Ao contrário do Windows Vista, que ganhou uma série de recursos de segurança e uma camada de rede nova, poucas mudanças grandes foram realizadas na segurança do sistema. Isso significa que a maioria, ou pelo menos boa parte das falhas que atingirem o Vista, também devem atingir o Windows 7 no futuro.

Assim como Vista, o Windows 7 dispõe de recursos como ASLR, DEP e proteção de kernel, que dificultam a exploração de brechas no sistema.

A aposta da Microsoft desta vez certamente não está na segurança. A promessa de segurança do Windows Vista não foi suficiente para fazer o sistema se popularizar. Dessa vez, a aposta está no desempenho e na estabilidade. Sem mudanças drásticas, o sistema causa menos inconveniências e deve ter mais suporte a hardware e software que o Windows Vista tinha no lançamento. Mas, na segurança, não há muito de novo para se falar, embora todo o aparato do Windows Vista seja muito bem-vindo aos usuários do XP, que não dispõem desses recursos.

Fonte: G1

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Google anuncia parceria com o Twitter para buscas em tempo real

O Google divulgou nesta quarta-feira (21) que conseguiu chegar a um acordo com o Twitter para que, usando posts publicados no site de microblog, resultados das buscas em tempo real apareçam em seu site. De acordo com informação publicada no blog da companhia, os usuários poderão saber, por meio de posts de usuários, condições do tempo na cidade, por exemplo.
O sistema irá acrescentar informações que os usuários publicam no Twitter às buscas na página do Google. Um exemplo dado pela companhia é que, quando for feita uma pesquisa sobre as condições do tempo em uma estação de esqui, o resultado mostrará posts publicados no Twitter que darão as informações em tempo real do local. Com isso, a empresa acredita que o resultado das pesquisas na internet será ainda melhor, garantindo a mesma velocidade das informações que circulam no Twitter.

Ao mesmo tempo, a Microsoft se uniu ao Twitter para que o mesmo serviço de buscas em tempo real apareça no seu site de buscas, o Bing. A companhia publicou detalhes do acordo em seu blog, reafirmando a importâncias das informações publicadas por usuários no site de microblog. A empresa dá o exemplo do caso do “garoto do balão”. Com o novo serviço, seria possível acompanhar em tempo real todos os comentários dos usuários sobre o caso.

Cofundador destaca lado ‘humano’ do Twitter, de olho no mercado corporativo

Em visita ao Brasil, o cofundador do Twitter, Biz Stone, ressaltou o poder “humano” do serviço de microblog, ao mesmo tempo em que confirmou que o site tem planos de lançar serviços voltados para empresas em breve.

“Não importa a tecnologia utilizada. É o triunfo da humanidade e não da tecnologia. As pessoas é que estão mudando a forma de se comunicar”, disse Stone, durante evento na noite desta quarta-feira (21) em São Paulo.

“Uma pessoa mais informada torna-se mais comprometida e mais solidária. É muito fácil participar disso [Twitter]. Acabamos criando cidadãos globais”, disse ele, citando movimentos populares no microblog em vários países.

Stone também destacou que o Twitter ajuda a empresa a se comunicar com eficiência com quem precisa, interagindo com os clientes. “Os cases de negócios são muito importantes para nós. Precisamos de mais feedbacks, como por exemplo saber se os tweets são mais lidos em celulares ou PCs, ou se os posts mais clicados são os com fotos ou não”, explicou, ressaltando que ainda não encontrou um nome “muito atraente” para o novo serviço.

E o mercado brasileiro já vem chamando a atenção do Twitter. “O Brasil é muito sexy”, disse Stone, arrancando risos da plateia, ao ser questionado sobre os planos para o país. “Estamos começando a pensar o Twitter em outros idiomas. Por isso estou aqui, para saber qual a melhor abordagem com o Brasil. Precisamos saber como vocês usam o Twitter”, disse.

Além das versões em inglês e japonês, o Twitter está em busca de voluntários que ajudem a traduzir o serviço para outros idiomas, nos moldes da Wikipedia. “Já estamos desenvolvendo versões em francês, espanhol e alemão”, contou um dos criadores do atual fenômeno da internet.

“No início, os críticos disseram que o Twitter era divertido, mas não era útil. Talvez seja só divertido mesmo, mas quem sabe funcione só por isso”, disse Stone. “Talvez seja uma nova forma de comunicação que ainda não tinham percebido”, completou.

Windows 7 começa a ser vendido nesta quinta no Brasil.

O novo sistema operacional da Microsoft, o Windows 7, já está nas lojas brasileiras. O programa começou a ser vendido à meia-noite desta quinta-feira (22) em diversas lojas do país — a estreia mundial é realizada no mesmo dia. Muitas delas abriram para os consumidores exclusivamente para vender o produto.
No Brasil, o produto chega a 4 mil lojas, incluindo grandes pontos de venda e lojas especializadas. O valor começa em R$ 330 (versão Basic) e chega a R$ 670 (Ultimate). A empresa cobrará ainda R$ 400 pela versão Premium e R$ 630 pela Professional.
O sistema operacional foi aprimorado para fazer melhor uso da memória dos computadores, permitindo que até máquinas mais modestas possam rodar diversos aplicativos ao mesmo tempo. A Microsoft garante que até um computador de baixo poder de processamento possa utilizar o novo Windows. Um netbook com 1GB de memória é capaz de fazer uso completo das funções do sistema, por exemplo.

Mais simples

Para deixar o sistema operacional mais simples e permitir que praticamente qualquer usuário de PC não tenha problemas para utilizar seus aplicativos favoritos, a produção do Windows 7 contou com a colaboração de diversos usuários no mundo todo.

“Desde a criação do Windows 7, contamos a ajuda de usuários, parceiros e clientes que falaram exatamente o que gostariam que o computador fizesse por eles”, disse Michel Levy, presidente da Microsoft no Brasil, em entrevista para anunciar a novidade nesta quarta-feira (21). “O sistema integra tudo o que o consumidor precisa, de forma fácil e intuitiva”. De acordo com a empresa, cerca de 8 milhões de pessoas testaram o Windows 7 em 113 países durante o desenvolvimento.
De acordo com Microsoft, durante os 18 meses de teste do Windows 7, a companhia conseguiu ouvir o que os consumidores queriam para desenvolver um sistema que fosse de fácil uso para todos os usuários. Foram realizadas16 mil entrevistas on-line para poder melhorar o produto nesta versão.

“O objetivo é criar um computador que não falhe”, conta Darren Huston, vice-presidente corporativo de produtos on-line e para o consumidor da Microsoft. Melhorias como um carregamento mais rápido, busca universal por documentos e conexão mais fácil a redes sem fio ajudam o usuário a produzir mais. “Este é o melhor sistema operacional para negócios”, diz o executivo.

Características

O programa é compatível com praticamente todos os acessórios do mercado, busca soluções para consertar problemas do computador pela internet e oferece maior proteção ao PC com um novo Security Essentials. Este serviço protege a máquina contra vírus, spywares e programas maliciosos.

Para manter a segurança dos filhos, um novo recurso permite que os pais monitorem à distância sites e programas que as crianças utilizam. É possível até controlar o tempo de uso do computador do trabalho, por exemplo.

O Windows 7 está preparado para as novas tecnologias existentes no mercado. Ele é compatível com telas sensíveis ao toque, permitindo que o usuário possa usar todos os programas com os dedos. Huston diz que, nos Estados Unidos, querem colocar esse sistema em casa, pois “as pessoas não querem perder tempo para fazer compras na internet ou enviar fotos para a família”, afirma.

A facilidade se estende para os vídeos. O novo Windows Live Movie Maker permite que, em poucos segundos, um usuário edite e crie um vídeo, podendo até publicá-lo na internet. Por meio de uma rede doméstica, é possível compartilhar facilmente arquivos para outros computadores. Edição e compartilhamento simples de fotos e arquivos é um dos focos do novo sistema.

Foto: Gustavo Petró/G1
Fonte: G1

Novas baterias que prometem mudar nossas vidas.

As baterias estão em todos os lugares na nossa vida moderna. Seja em celulares, notebooks, máquinas fotográficas e outros aparelhos eletrônicos, o que se percebe é que esta tecnologia é de extrema importância para o nosso dia a dia.

Porém, convenhamos, a bateria não é o produto preferido de muita gente. Quem já precisou comprar uma nova sabe o quanto dói no bolso. As de notebook, por exemplo, custam uma média de R$ 500,00 – dependendo da marca escolhida. Baterias de celular então, nem se fala, sendo mais recomendado trocar seu aparelho a desembolsar uma pequena fortuna por um objeto tão pequeno.

Além disso, o qBateria para notebooksue se pergunta é: com a rapidez das inovações tecnológicas, será que as baterias não deveriam evoluir mais rapidamente? Pois é, mas as baterias já não são mais aquelas de antigamente, que precisavam ser descarregadas por completo e viciavam rapidamente.

As baterias atuais de íon-lítio já são uma evolução na forma de se carregar os objetos eletrônicos e são usadas em larga escala. Quem possui aparelhos mais novos provavelmente conta com este tipo de bateria, cuja duração é maior e o tempo de recarga, menor.

O Baixaki publicou um artigo sobre o desenvolvimento das baterias, caso você queira conhecer mais sobre esta evolução. Mas o que realmente queremos saber é qual é o próximo passo nesta caminhada rumo ao “mundo sem fio”, que vamos tratar neste artigo.

Inovações

Nanofios de Silício

No final de 2007, pesquisadores da Universidade de Stanford encontraram uma maneira de aumentar em até dez vezes o poder das baterias de lítio. Através da pesquisa de Yi Cui, as baterias de lítio seriam fabricadas com fios de silício ao invés do carbono, como atualmente.

Com esta tecnologia, uma bateria de um notebook potente poderia armazenar energia para até 20 horas de uso. Esta é uma quantidade impressionante se dermos conta que as baterias atuais duram uma média de duas horas.

As baterias atuais de lítio utilizam ânodos de carbono para armazenar sua carga. Isso quer dizer que a carga da bateria está intimamente ligada à quantidade de lítio que pode ser armazenado em cada ânodo.

Nanofios no microscópio antes e depois da absorvição de lítio. Imagem da Universidade de Stanford

Para resolver este problema, o que se tentou fazer foi substituir o carbono por silício – um material mais eficiente. Porém o silício se destruía mais rapidamente devido à expansão e encolhimento dos íons armazenados, que deterioravam rapidamente os ânodos.

A solução para este problema foram os nanofios de silício. O lítio é armazenado em uma porção de pequeninos microfios de silício, cada qual com um diâmetro de 100 vezes menor que uma folha de papel. Os nanofios inflam quatro vezes mais do que uma bateria normal, mas não quebram ao liberar o lítio de volta ao “trabalho”.

Retorno ao carbono

De volta ao carbonoApesar de inovadora, a solução de Yi Cui não obteve resultados concretos, uma vez que os nanosfios de silício não apresentaram a durabilidade tão prometida. Porém, esta pesquisa é a base para a continuação do estudo.

Os pesquisadores de Stanford decidiram utilizar as nanofibras de carbono para revestir átomos de silício. Sendo assim, o silício apresentaria uma alta durabilidade, exatamente o que faltou na primeira pesquisa.

Infelizmente, não se podem ganhar todas. Os novos testes mostraram que os eletrodos não chegaram às impressionantes dez vezes a mais do valor das baterias atuais, mas sim seis vezes a mais que as comuns baterias de lítio.

O que se fará agora são novos testes repetitivos para que esta pesquisa seja considerada de sucesso, pois o futuro parece promissor. As novas baterias seriam ainda menores e mais potentes que as atuais, ou seja, um avanço para as amigas de hoje.

Baterias de lítio-enxofre

Seguindo com as baterias de lítio, cientistas da Universidade de Waterloo em Ontário, Canadá, surgem com a inovação em baterias que há muito tempo desafia a massa cinzenta dos pesquisadores – a bateria de lítio-enxofre.

Uma das vantagens deste tipo de bateria está no preço. Se comparado com inúmeros materiais usados na confecção de novas baterias, o enxofre ganha de goleada. Além disso é capaz, juntamente com o lítio, de criar uma energia alta e durável, o que funcionaria perfeitamente para o que se procura em uma boa bateria.

Segundo Linda Nazar – coordenadora do projeto – o grande desafio deste tipo de bateria era o de manter o enxofre em contato com o condutor (no caso das baterias, o carbono) nos cátodos, onde são liberados e armazenados os elétrons para a descarga de energia.

Estrutura da bateria de lítio-enxofre - Imagem de Linda Nazar

Para isso, os pesquisadores usam o chamado carbono mesoporoso. Usando a nanotecnologia, este carbono foi deixado em tubos de 6,5 nanômetros de espessura, mantendo espaços ocos abertos.

Depois disso, os pesquisadores ferveram e derreteram o enxofre, para que depois cubram os espaços deixados na estrutura de carbono. Criam-se dessa forma nanofibras de enxofre, no mesmo estilo dos nanofios de silício já descritos.

Nazar afirma que este composto pode fornecer até 80% da capacidade máxima do enxofre, que nada mais é do que três vezes maior do que a energia gerada pelos cátodos de lítio, juntamente com um preço mais acessível e um ciclo estável de energia.

Baterias Nucleares

Energia NuclearJá o professor Jae Kwon, da Universidade norte-americana de Missouri, pensa grande. Juntamente com sua equipe, está produzindo as baterias nucleares. Mas não se assuste, a tecnologia parece altamente segura.

A ideia é produzir uma bateria do tamanho de uma moeda e, a medida que o estudo for aprimorado, produzi-la até a espessura de um fio de cabelo do ser humano. Para isso, os pesquisadores ainda vão percorrer um longo caminho, mas que já tem uma linha definida.

O protótipo-moeda é uma tecnologia segura e já vem sendo usada em larga escala em satélites espaciais e submarinos com grande sucesso. O processo envolve a diminuição do semicondutor da bateria, utilizando-o de forma líquida ao invés de sólida, como acontece atualmente.

Um semicondutor é aquele que balanceia e controla a corrente elétrica – está no meio do caminho entre condutores e isolantes. Isso faz com que ele seja capaz de restringir o movimento dos átomos, possibilitando um maior controle da corrente extremamente forte de um componente, no caso, nuclear.

A grande sacada do semicondutor líquido é a diferença dele em relação ao semicondutor sólido, uma vez que uma parte da radiação pode destruir a rede atômica deste tipo de material. De acordo com Kwon, o semicondutor líquido tende a minimizar o problema.

Baterias ecologicamente corretas

Celulose de algas

Há algum tempo atrás circulou um email mostrando a “maré vermelha”, um fenômeno que acontece nos mares do hemisfério sul.  A “maré vermelha” nada mais é que um crescimento excessivo e aglomeração de algumas algas desta cor, que faz com que a água mude para a cor vermelha, amarela ou marrom.

O fenômeno da Maré Vermelha na Califórnia

Mas o que a maré vermelha tem a ver com baterias? Muito. Cientistas da Universidade de Uppsala, na Suécia utilizaram a alga do gênero Cladophora para fabricar baterias extremamente leves.

O estudo desta alga já é algo recorrente nos vários campos do conhecimento, uma vez que a nanoestrutura dela é algo único, completamente diferente das plantas terrestres. Seu estudo abrange a alga como uma substância que aumentaria a consistência (espessante) de produtos farmacêuticos e alimentícios.

Exatamente por possuir esta grande área de superfície com a nanoestrutura porosa, cientistas criaram hipóteses relacionadas a elas e às baterias. Este estudo sueco chega para comprovar o acerto desta hipótese.

Os pequisadores revestiram a celulose da alga com uma camada de polipirrol, um polímero altamente estável e ambientalmente menos agressivo, o que representaria menos dor de cabeça na hora de jogar a bateria fora. Além disso, seu peso leve seria um atrativo que compensaria a inferioridade da potência em relação às baterias de lítio.

Bateria de ar

E as pesquisas continuam! Na Universidade St. Andrews no Reino Unido, o que se estuda é uma bateria que tem o ar como componente principal, substituindo os químicos. Ela substitui o lítio pelo carbono poroso e pode aumentar em até dez vezes a capacidade de armazenamento do componente.

Este eletrodo de lítio que é usado nas baterias é trocado pelo carbono poroso, o que permite que os íons de lítio mantidos na bateria reajam com o ar. Uma superfície da bateria fica exposta e este ar é recolhido por uma esponja de carbono – que mesmo atualmente pode ser fabricada sem grandes custos – recolhendo o ar que reage com os componentes da bateria, criando assim energia limpa.

Esquema da bateria de ar da Universidade de St. Andrews

O projeto, apelidado de STAIR (Saint Andrews Air) tem como pretensão ser mais barato que as baterias recarregáveis atuais, uma vez que o óxido de lítio é muito mais caro do que o carbono poroso da pesquisa.

Energia biológica

Bateria de vírus

Vírus geneticamente modificados também entraram na dança das baterias. Os pesquisadores do MIT – Massachusetts Institute of Technology – conseguiram criar todos os componentes da bateria (ânodo, eletrólito e cátodo) utilizando uma espécie comum de vírus que parasita bactérias, porém inofensivos aos seres humanos.

Para que a bateria funcione os cientistas modificaram o vírus fazendo com que ele mesmo crie uma camada de fosfato de ferro a sua volta. Então os organismos se fixam sobre os nanotubos de carbono, formando uma malha fina e altamente condutora de energia.

Protótipo da bateria de Vírus. Imagem de Donna Coveney para a MIT

Este tipo de bateria já passou por mais de 100 ciclos de carga em seus testes e nem assim perdeu sua capacidade de carga e descarga. Os pesquisadores querem ainda descobrir se o vírus consegue se ligar a outros componentes metálicos, para que a bateria seja ainda mais potente e leve.

Qual delas você vai usar?

Como pudemos ver, as baterias ainda têm um longo caminho a seguir, mas parece que as inovações estão logo a frente. Cada uma com seus pontos em comum e cada vez mais usando os nanotubos de carbono e a nanotecnologia, proporcionando assim equipamentos mais leves e potentes.

Quem sabe na próxima compra seu celular não “morra” durante uma conversa importante e seu computador não desligue sozinho quando você estiver mandando um “super” email para o chefe estressadão.

Fonte: Baixaki.com.br

Você ja garantiu o seu domínio .net.br?

Em 2008 o DPN .com.br tornou-se um DPN “genérico”, passando a aceitar registro tanto de pessoas jurídicas como de pessoas físicas. O mesmo foi decidido pelo Comitê Gestor quanto ao domínio .net.br.
Assim, esses dois DPNs, o .com.br e o .net.br, aceitarão registros tanto de pessoas jurídicas como de pessoas físicas.

Em 6 de abril de 2009 inicia-se a operação do .net.br como DPN genérico.Para que se garanta um início suave de operação e se preservem direitos, durante os primeiros seis meses (”sunrise period”), os domínios existentes no .com.br, que tenham sido registrados antes de 6 de abril estarão reservados no .net.br, a espera de manifestação de seus detentores no .com.br.
Ou seja, os detentores de domínios no .com.br terão seis meses, a partir de 6 de abril e até 6 de outubro para, manifestando seu interesse, registrar o mesmo nome sob o .net.br.

Findo o período de “sunrise”, a partir de 27 de outubro, os domínios para os quais seu detentor no .com.br optou por não registrá-los no .net.br estarão disponíveis para registro a todos.

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